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Questão 33

ENEM 2019
Filosofia

(ENEM - 2019)

TEXTO l

Duas coisas enchem o ânimo de admiração e veneração sempre crescentes: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim.

KANT, I. Crítica da razão prática. Lisboa: Edições 70 , s/d (adaptado)

 

TEXTO ll

Duas coisas admiro: a dura lei cobrindo-me e o estrelado céu dentro de mim.

FONTELA, O. Kant (relido). In: Poesia completa. São Paulo, Hedra, 2015.

 

A releitura realizada pela poeta inverte as seguintes ideias centrais do pensamento kantiano:

A

Possibilidade da liberdade e obrigação de ação.

B

A prioridade do juízo e importância da natureza.

C

Necessidade da boa vontade e crítica da metafísica.

D

Prescindibilidade do empírico e autoridade da razão.

E

Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo.

Gabarito:

Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo.



Resolução:

e) Correta. Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo.
A questão aborda duas ideias centrais no pensamento kantiano: a interioridade da norma (o imperativo categórico, o dever moral) e os fenômenos do mundo, enquanto o conhecimento daquilo que aparece, não da coisa em si. O primeiro texto, de Kant, revela a admiração do pensador pela lei dentro dele e o céu sobre ele. O segundo texto inverte esta fala: a autora admira a lei sobre ela e o céu dentro dela

 

a) Incorreta. Possibilidade da liberdade e obrigação de ação.
Kant não considera a liberdade na ação humana em um sentido contrário à obrigação, pois a liberdade para Kant é agir segundo as leis, em um sentido de que a liberdade é a autonomia, segundo a razão, na qual o homem legisla sobre si mesmo.

b) Incorreta. A prioridade do juízo e importância da natureza.
Não se destaca, em Kant, a importância da natureza, tampouco os trechos enfocam essa questão.

C) Incorreta. Necessidade da boa vontade e crítica da metafísica.
Ambos os elementos se referem à Kant, mas não à inversão feita no segundo texto, pois não há crítica à metafísica.

d) Incorreta. Prescindibilidade do empírico e autoridade da razão.
A autora tampouco se volta para o conflito entre experiência e razão, mas, antes, para a questão da lei moral, o agir e a fenomenalidade do mundo.

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