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Questão 13

ENEM 2019
Filosofia

(ENEM - 2019)

De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usa para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, porque deveria ser punido aquele que usasse sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada?

AGOSTINHO. O livre-arbítrio. ln: MARCONDES, D. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

Nesse texto, o filósofo cristão Agostinho de Hipona sustenta que a punição divina tem como fundamento o(a)

A

desvio da postura celibatária.

B

insuficiência da autonomia moral.

C

afastamento das ações de desapego.

D

distanciamento das práticas de sacrifício.

E

violação dos preceitos do Velho Testamento.

Gabarito:

insuficiência da autonomia moral.



Resolução:

b) Correta. insuficiência da autonomia moral.
Nesse texto, Agostinho sustenta que a punição divina tem como fundamento a insuficiência da autonomia moral. 
"[...] Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usa para pecar, recairão sobre ele as punições divinas."
No texto, Agostinho afirma que a vontade livre foi dada ao homem por Deus para que ele possa viver e agir corretamente, a partir da autonomia moral, e não para ter a liberdade de pecar. Nesse sentido, se o homem a usa para pecar, revelando a insuficiência de sua autonomia moral, está sujeito a sofrer as punições divinas. É na falha do agir moral que se fundamenta a sanção divina.

 

a) Incorreta. desvio da postura celibatária.

A, C, D e E: O texto não trata especificamente da postura celibatária, de ações de desapego, de práticas de sacrifício nem dos preceitos do Velho Testamento.

c) afastamento das ações de desapego.

d) distanciamento das práticas de sacrifício.

e) violação dos preceitos do Velho Testamento.

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