(ENEM - 2015)
As formas plásticas nas produções africanas conduziram artistas modernos do início do século XX, como Pablo Picasso, a algumas proposições artísticas denominadas vanguardas. A máscara remete à:
preservação da proporção.
idealização do movimento.
estruturação assimétrica.
sintetização das formas.
valorização estética.
Gabarito:
sintetização das formas.
A) INCORRETA: quando, na arte, se fala sobre manter as proporções, isso quer dizer manter, por exemplo, ao desenhar um rosto, as proporções entre o tamanho da boca e dos olhos, fazer com que os olhos sejam parecidos, etc. No caso dessa máscara, não há necessariamente uma preocupação com a preservação da proporção, do mesmo modo que não é assimétrica (pois deve comportar um rosto, logo, precisa ser minimamente simétrica).
B) INCORRETA: não é possível, a partir apenas da imagem da máscara, dizer que se trata de uma idealização de movimento, até porque sua análise é de um objeto estático.
C) INCORRETA: porque podemos estabelecer algum certo tipo de relação simétrica. Se traçarmos uma linha imaginária no meio dessa máscara, podemos perceber que o seu nariz é majoritariamente simétrico, assim como a abertura de sua boca e da posição das orelhas. Só verificaríamos a assimetria se um lado do rosto se apresentasse de uma forma e o outro lado fosse muito, ou totalmente, diferente, impossibilitando até mesmo de achar um meio e tentar estabelecer essa relação de simetria.
D) CORRETA: Na máscara percebe-se uma construção que não privilegia os detalhes. O rosto não está bem delimitado, indicando uma sintetização das formas. Essa estética é usada na arte mimética, muito praticada na Europa.
E) INCORRETA: não se pode dizer de uma valorização estética, uma vez que a figura da máscara não é a idealizada pelos escultores plásticos, mas sim parece algo mais grotesco, com uma imagem não aprazível.