(ENEM - 2015)
TEXTO I

FREUD, L. Francis Wyndham. Óleo sobre tela, 64 x 52 cm. Coleção pessoal, 1993
TEXTO II
Lucian Freud é, como ele próprio gosta de relembrar às pessoas, um biólogo. Mais propriamente, tem querido registrar verdades muito específicas sobre como é tomar posse deste determinado corpo nesta situação particular, neste específico espaço de tempo.
SMEE, S. Freud. Köin: Taschen, 2010.
Considerando a intencionalidade do artista, mencionada no Texto II, e a ruptura da arte no século XX com o parâmetro acadêmico, a obra apresentada trata do(a)
exaltação da figura masculina.
descrição precisa e idealizada da forma.
arranjo simétrico e proporcional dos elementos.
representação do padrão do belo contemporâneo.
fidelidade à forma realista isenta do ideal de perfeição.
Gabarito:
fidelidade à forma realista isenta do ideal de perfeição.
A) INCORRETA: pois a exaltação da figura masculina representa um continuidade da arte dos séculos anteriores e, com esse intuito, demonstra o corpo masculino mais estrutural, como nas esculturas greco-romanas.
B) INCORRETA: podemos sim dizer que é uma descrição física precisa que ele fez da imagem de um homem, mas muito pelo contrário não se pode dizer que é idealizada, porque os traços idealizados são de uma fisionomia mais jovem, e não de uma imagem velha e cansada.
C) INCORRETA: não há uma simetria dos elementos desenhados na fisionomia do velho homem, e justamente por isso é qie se vê o tom realístico, uma vez que o próprio corpo humano não se mostra 100% simétrico em todos os casos.
D) INCORRETA: A proposta evidenciada no texto e na pintura é, justamente, a ruptura com uma padronização do belo. A proposta moderna, mais mimética e realista, torna a representação mais espontânea, fragmentada e menos mediada por convenções. Nesse sentido, a atenção de Freud nessa obra não é a um padrão, mas sim à própria realidade, plasmada sem os filtros idealizantes que o antecedem na academia.
E) CORRETA: Quando Lucian Freud afirma que "tem querido registrar verdades muito específicas sobre como é tomar posse deste determinado corpo nesta situação particular, neste específico espaço de tempo.", ele está tentando reiterar a importância e compromisso com o real. A mesma questão acontece com a pintura do século XX, que rompe com o academicismo. Isso porque, anteriormente, havia uma perspectiva pouco mimética, as coisas eram reproduzidas pautadas em uma forma ideal e perfeita. Com essa quebra, a vontade é de mimetizar a realidade, sem se preocupar em cumprir um ideal, apenas as coisas como, de fato, são.