(ENEM DIGITAL - 2020)
É certo que entramos na era das sociedades de “controle”. Elas já não são exatamente sociedades disciplinares, cuja técnica principal é o confinamento (não somente o hospital e a prisão, mas também a escola, a fábrica, o quartel). A sociedade de controle não funciona por confinamento, mas por controle contínuo e comunicação instantânea. É evidente que não deixamos de falar de prisão, de escola, de hospital: mas essas instituições estão em crise.
DELEUZE, G. Entrevista a Toni Negri. In: O devir revolucionário e as criações políticas. Novos Estudos Cebrap, n. 28, out. 1990 (adaptado).
No trecho, ao problematizar as sociedades contemporâneas, Gilles Deleuze está enfatizando a ausência de
legitimidade nas redes de informação.
autonomia nas ações individuais.
sanções no ordenamento jurídico.
padrões na sociedade de consumo.
inovações nos sistemas educacionais
Gabarito:
autonomia nas ações individuais.
A) Incorreta. O excerto da questão não trata sobre redes de informação ou sobre a ausência de legitimidade destas.
B) Correta. Isso fica explícito no trecho do excerto em que diz "A sociedade de controle não funciona por confinamento, mas por controle contínuo (dos indivíduos) e comunicação instantânea".
C) Incorreta. O excerto da questão não trata sobre ordenamentos jurídicos ou sobre suas sanções.
D) Incorreta. O excerto da questão não trata sobre o consumo na sociedade, mas sim, sobre o controle nela.
E) Incorreta. O excerto da questão não trata sobre os sistemas educacionais, apenas comenta sobre ele, porém, numa perspectiva de disciplina e/ou controle da sociedade.