(ENEM LIBRAS - 2017)
Quarto de despejo
Carolina Maria de Jesus
Do diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus surgiu este autêntico exemplo de literatura-verdade, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. Com uma linguagem simples, mas contundente e original, a autora comove o leitor pelo realismo e pela sensibilidade na maneira de contar o que viu, viveu e sentiu durante os anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com seus três filhos.
Ao ler este relato — verdadeiro best-seller no Brasil e no exterior — você vai acompanhar o duro dia a dia de quem não tem amanhã. E vai perceber com tristeza que, mesmo tendo sido escrito na década de 1950, este livro jamais perdeu a sua atualidade.
JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007.
Identifica-se como objetivo do fragmento extraído da quarta capa do livro Quarto de despejo
retomar trechos da obra.
resumir o enredo da obra.
destacar a biografia da autora.
analisar a linguagem da autora.
convencer o interlocutor a ler a obra.
Gabarito:
convencer o interlocutor a ler a obra.
A) INCORRETA: pois para que houvesse essa retomada, seria necessário que a autora colocasse os trechos no excerto. No entanto, só é pincelado a ideia geral do que se tratará a obra.
B) INCORRETA: não está totalmente errada, mas há alguns detalhes pequenos que a invalidam de ser a alternativa certa. No primeiro parágrafo, há de fato um pequeno resumo do que ocorre na obra de Carolina Maria de Jesus, quando se diz "o que viu, viveu e sentiu durante os anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com seus três filhos." Mas é preciso observar o verbo que acompanha essa descrição, porque ele que vai determinar o objetivo de ser exposto este pequeno enredo. Um pouco antes dessa sentença destacada, vemos que o autor coloca "Com uma linguagem simples, mas contundente e original, a autora comove o leitor (...)". Por esse verbo estar acompnhado logo antes da descrição do enredo da história, vemos que o objetivo não é apresentar para resumir a história, mas apresentar o que se passa para comover o leitor.
C) INCORRETA: pois o que está sendo destacado é a obra da autora, e não sua biografia. Não temos informações, por exemplo, da data do seu nascimento, descrição do que realizou em cada ano de sua vida, contribuições para a sociedade, etc.
D) INCORRETA: pois a autora não quer analisar a linguagem da obra de Carolina Maria de Jesus, mas sim apresenta o enredo para tentar convencer o leitor a ler a criação.
E) CORRETA: percebe-se que no segundo parágrafo "Ao ler este relato — verdadeiro best-seller no Brasil e no exterior — você vai acompanhar o duro dia a dia de quem não tem amanhã. E vai perceber com tristeza que, mesmo tendo sido escrito na década de 1950, este livro jamais perdeu a sua atualidade" há uma parcialidade por parte da autora em apresentar sua opinião em relação ao livro, adquirindo um tom subjetivo e que dialoga com o leitor, por meio do uso do pronome pessoal"você"(referente o leitor), sendo assim, procurando convencê-lo a ler a obra.