(ENEM - 2012)
Não somos tão especiais
Todas as características tidas como exclusivas dos humanos são compartilhadas por outros animais, ainda que em menor grau.
INTELIGÊNCIA
A ideia de que somos os únicos animais racionais tem sido destruída desde os anos 40. A maioria das aves e mamíferos tem algum tipo de raciocínio.
AMOR
O amor, tido como o mais elevado dos sentimentos, é parecido em várias espécies, como os corvos, que também criam laços duradouros, se preocupam com o ente querido e ficam de luto depois de sua morte.
CONSCIÊNCIA
Chimpanzés se reconhecem no espelho. Orangotangos observam e enganam humanos distraídos. Sinais de que sabem quem são e se distinguem dos outros. Ou seja, são conscientes.
CULTURA
O primatologista Frans de Waal juntou vários exemplos de cetáceos e primatas que são capazes de aprender novos hábitos e de transmiti-los para as gerações seguintes. O que é cultura se não isso?

BURGIERMAN, D. Superinteressante, n. 190, jul. 2003.
O título do texto traz o ponto de vista do autor sobre a suposta supremacia dos humanos em relação aos outros animais. As estratégias argumentativas utilizadas para sustentar esse ponto de vista são
definição e hierarquia.
exemplificação e comparação.
causa e consequência.
finalidade e meios.
autoridade e modelo.
Gabarito:
exemplificação e comparação.
A) INCORRETA: o autor do texto não debate sobre a hierarquia da cadeia animal nem mesmo definições para exemplificar seu ponto de vista (o que é inteligência, o que é amor, etc.), mas sim exemplos.
B) CORRETA: o autor desse texto apresenta uma tese do que ele acredita ser verdade e, para exemplificar essa tese, ele começa a comparar os atributos dos seres humanos com atributos já reconhecidos cientificamente de alguns animais. A partir disso, ele consegue argumentar a favor de sua tese.
C) INCORRETA: não são apresentadas causa e consequência para defender o ponto de vista, mas sim é colocada uma tese sobre o que o autor defende e logo em seguida exemplos que defendem essa tese.
D) INCORRETA: não se vê uma finalidade, ou seja, o porquê de algo, mas sim somente uma afirmação, que apresenta um fato a respeito da tese do autor, seguido de exemplificações.
E) INCORRETA: não se coloca nem autoridade, nem um modelo a ser seguido, mas sim se coloca uma teoria/tese de algo que o autor acredita seguido de exemplificações para justificar essa tese.