(ENEM - 2012)
BARDI, P. M. Em torno da escultura no Brasil. São Paulo: Banco Sudameris Brasil, 1989. (Foto: Reprodução/Enem)
Com contornos assimétricos, riqueza de detalhes nas vestes e nas feições, a escultura barroca no Brasil tem forte influência do rococó europeu e está representada aqui por um dos profetas do pátio do Santuário do Bom Jesus de Matosinho, em Congonhas (MG), esculpido em pedra-sabão por Aleijadinho. Profundamente religiosa, sua obra revela:
liberdade, representando a vida de mineiros à procura da salvação.
credibilidade, atendendo a encomendas dos nobres de Minas Gerais.
simplicidade, demonstrando compromisso com a contemplação do divino.
personalidade, modelando uma imagem sacra com feições populares.
singularidade, esculpindo personalidades do reinado nas obras divinas.
Gabarito:
personalidade, modelando uma imagem sacra com feições populares.
A) INCORRETA: não há elementos na obra que nos permita dizer que representa a liberdade, uma vez que é apenas uma representação de uma figura religiosa importante.
B) INCORRETA: a credibilidade dessa obra não se dá por esse motivo, mas sim pelo fato de que houve um uso itenso de feições e características daquela população local.
C) INCORRETA: mesmo que a obra de Aleijadinho seja marcado pela simplicidade e uma relação direta com os aspectos divinos, é de certa notoriedade e marca a presença da personalidade e criatividade das obras por meio dos traços populares.
D) CORRETA: A escultura representa o profeta Ezequiel. Ela traz consigo uma característica muito importante do barroco: a emoção superando a razão. Dessa maneira, a expressão é ponto forte nessa obra. Dizer "feições populares" é o mesmo que mostrar que a obra traz consigo traços comuns (próximo ao entendimento do público)
E) INCORRETA: não há registros documentais ou evidências pictóricas que provem que Aleijadinho se baseasse em figuras empíricas do reinado para suas esculturas. Dois outros motivos nos permitem o questionamento da afirmativa: o primeiro, uma proximidade maior de Aleijadinho com o povo, setores marginalizados e populares, que com a aristocracia luso-brasileira; o segundo, uma certa preocupação em distanciar as figuras sacras das figuras mundanas contemporâneas, remetendo à sua grandiosidade espiritual e histórica.