(FUVEST - 2022 - 1ª fase)
TEXTO PARA A QUESTÃO.
A taxação de livros tem um efeito cascata que acaba custando caro não apenas ao leitor, como também ao mercado editorial – que há anos não anda bem das pernas – e, em última instância, ao desenvolvimento econômico do país. A gente explica. Taxar um produto significa, quase sempre, um aumento no valor do produto final. Isso porque ao menos uma parte desse imposto será repassada ao consumidor, especialmente se considerarmos que as editoras e livrarias enfrentam há anos uma crise que agora está intensificada pela pandemia e não poderiam retirar o valor desse imposto de seu já apertado lucro. Livros mais caros também resultam em queda de vendas, que, por sua vez, enfraquece ainda mais editoras e as impede de investir em novas publicações – especialmente aquelas de menor apelo comercial, mas igualmente importantes para a pluralidade de ideias. Já deu para perceber a confusão, não é? Mas, além disso, qual seria o custo de uma sociedade com menos leitores e menos livros?
Taís Ilhéu. “Por que taxar os livros pode gerar retrocesso social e econômico
no país”. Guia do Estudante. Setembro/2020. Adaptado.
De acordo com o texto, os eventos sequenciais aos quais alude a expressão “efeito cascata” são:
livros mais caros, decréscimo de vendas, estímulo às editoras, supressão de investimento em novas publicações.
aumento do valor do produto final, queda de vendas, encolhimento das editoras, aumento do investimento em novas obras.
livros mais caros, instabilidade nas vendas, enfraquecimento das editoras, expansão das publicações.
aumento do valor do produto final, contração nas vendas, esgotamento das editoras, falta de investimento em novas publicações
livros mais caros, equilíbrio nas vendas, diminuição das editoras, carência de investimento em novas publicações
Gabarito:
aumento do valor do produto final, contração nas vendas, esgotamento das editoras, falta de investimento em novas publicações
[D]
A autora expõe, no texto, uma espécie de "efeito dominó", ou "cascata" que decorre da taxação de livros, sintetizada ao final: "Livros mais caros1 também resultam em queda de vendas2, que, por sua vez, enfraquece ainda mais editoras3 e as impede de investir em novas publicações4". É justamente o que se coloca na letra [D]: o aumento do valor do produto (1) leva a contração nas vendas (2) que gera um esgotamento editorial (3) que impede novas publicações (4).
Sobre as demais afirmativas:
a) livros mais caros, decréscimo de vendas, estímulo às editoras (as editoras são desestimuladas por questões financeiras), supressão de investimento em novas publicações.
b) aumento do valor do produto final, queda de vendas, encolhimento das editoras, aumento do investimento em novas obras (há menos investimento em novas publicações).
c) livros mais caros, instabilidade nas vendas, enfraquecimento das editoras, expansão das publicações (o enfraquecimento das editoras inibe publicações).
e) livros mais caros, equilíbrio nas vendas (não há equilíbrio nas vendas, e sim queda), diminuição das editoras, carência de investimento em novas publicações