(ENEM - 2019)
A cidade medieval é, antes de mais nada, uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também o centro de um sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza. É ainda um sistema de organização de um espaço fechado com muralhas, onde se penetra por portas e se caminha por ruas e praças e que é guarnecido por torres.
LE GOFF, J.; SCHMITT, J. -C. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru: Edusc, 2006.
No texto, o espaço descrito se caracteriza pela associação entre a ampliação das atividades urbanas e a
emancipação do poder hegemônico da realeza.
aceitação das práticas usurárias dos religiosos.
independência da produção alimentar dos campos.
superação do ordenamento corporativo dos ofícios.
permanência dos elementos arquitetônicos de proteção
Gabarito:
permanência dos elementos arquitetônicos de proteção
a) emancipação do poder hegemônico da realeza.
Incorreta. Durante a Idade Média ainda há um poder hegemônico da realeza.
b) aceitação das práticas usurárias dos religiosos.
Incorreta. As práticas usurárias eram negadas e reprimidas pelos religiosos.
c) independência da produção alimentar dos campos.
Incorreta. Os texto trata sobre uma ampliação das atividades urbanas.
d) superação do ordenamento corporativo dos ofícios.
Incorreta. É o início da formação das corporações de ofícios.
e) permanência dos elementos arquitetônicos de proteção
Correta. O texto trata sobre as cidades da Idade Média e afirma que estas eram um “lugar de produção e de trocas, onde se articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também o centro de um sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza.” Entretanto, evidencia que mesmo com todo esse caráter mercantil e de movimento contava com algumas permanências de elementos arquitetônicos: “É ainda um sistema de organização de um espaço fechado com muralhas, onde se penetra por portas e se caminha por ruas e praças e que é guarnecido por torres.”