(ENEM PPL - 2013)
Como ganhar qualquer discussão
A verdade nem sempre depende de fatos — nos jornais, no Congresso ou no boteco, ela é frequentemente empacotada com táticas perversas e milenares. Conhecer essas técnicas é um bom jeito de se defender contra elas (e fazer a sua opinião prevalecer).
1. Capte a benevolência — Siga a dica da retórica romana (captatio benevolentiae) e adule o interlocutor.
2. Exagere o argumento do adversário — É a “técnica do espantalho”, também chamada de ampliação indevida pelo filósofo Arthur Schopenhauer.
3. Entre na onda — Concorde com parte dos argumentos do outro para, a partir daí, traçar a própria conclusão.
Outras dicas do mal:
NARLOCH, L. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 27 out. 2011 (fragmento).
O fragmento, retirado de uma revista de divulgação científica, constrói-se em tom de humor, a partir de uma linguagem lúdica e despojada. O apelo a esse recurso expressivo é adequado para essa situação comunicativa, porque
converge para a subjetividade, característica desse tipo de periódico.
segue parâmetros textuais semelhantes aos das publicações científicas.
confirma o próprio periódico como meio de comunicação de massa.
atende a um leitor interessado em expandir conhecimento teórico.
contraria o uso previsto para o registro formal da língua portuguesa.
Gabarito:
confirma o próprio periódico como meio de comunicação de massa.
a) Alternativa incorreta. A divulgação científica tem a objetividade como característica.
b) Alternativa incorreta. A divulgação científica é muito mais acessível que as publicações científicas, pois é direcionada a um público leigo.
c) Alternativa correta. O tom descontraído e humorístico ajuda na construção da imagem da divulgação científica como um gênero acessível, direcionado às massas.
d) Alternativa incorreta. Não há uma grande preocupação com conhecimento teórico, mas sim com como as coisas funcionam na prática.
e) Alternativa incorreta. O texto mantém a norma padrão, só não uma linguagem tão culta e rebuscada.