(ENEM - 2013)
Para Carr, internet atua no comércio da distração
Autor de “A Geração Superficial” analisa a influência da tecnologia na mente
O jornalista americano Nicholas Carr acredita que a internet não estimula a inteligência de ninguém. O autor explica descobertas científicas sobre o funcionamento do cérebro humano e teoriza sobre a influência da internet em nossa forma de pensar.
Para ele, a rede torna o raciocínio de quem navega mais raso, além de fragmentar a atenção de seus usuários.
Mais: Carr afirma que há empresas obtendo lucro com a recente fragilidade de nossa atenção. “Quanto mais tempo passamos on-line e quanto mais rápido passamos de uma informação para a outra, mais dinheiro as empresas de internet fazem”, avalia.
“Essas empresas estão no comércio da distração e são experts em nos manter cada vez mais famintos por informação fragmentada em partes pequenas. É claro que elas têm interesse em nos estimular e tirar vantagem da nossa compulsão por tecnologia.”
ROXO, E. Folha de S.Paulo, 18 fev. 2012 (adaptado).
A crítica do jornalista norte-americano que justifica o título do texto é a de que a internet:
mantém os usuários cada vez menos preocupados com a qualidade da informação.
torna o raciocínio de quem navega mais raso, além de fragmentar a atenção de seus usuários.
desestimula a inteligência, de acordo com descobertas científicas sobre o cérebro.
influencia nossa forma de pensar com a superficialidade dos meios eletrônicos.
garante a empresas a obtenção de mais lucro com a recente fragilidade de nossa atenção.
Gabarito:
garante a empresas a obtenção de mais lucro com a recente fragilidade de nossa atenção.
A) INCORRETA: o autor do texto não critica o fato dos usuários em não se preocupar com a qualidade de informação, mas sim pelo fato deles estarem se contentando com informações fragmentadas e de não estarem atentos com isso.
B) INCORRETA: pois, para justificar o título do texto e com base na expressão "comércio da distração", deve-se por em foco a questão tanto do comércio, quanto da distração. Nessa alternativa, porém, somente a questão da distração (ou seja, ragilidade do usuário, defasagem na concentração) é observada, mas não se põe em foco o comércio.
C) INCORRETA: o autor não fala de um desestímulo da inteligência, mas o que está sendo dito é de um não estímulo (ou seja, não estimula e nem desestimula a inteligência).
D) INCORRETA: o autor do texto não fala de uma ação forte o suficiente que indicaria que a superficialidade dos meios eletrônicos são capazes de influenciar os usuários das redes sociais, mas é mais de uma ação de neutralização da capacidade de reflexão própria.
E) CORRETA: pois o seguinte trecho do texto justifica a afirmação da alternativa: “Essas empresas estão no comércio da distração e são experts em nos manter cada vez mais famintos por informação fragmentada em partes pequenas. É claro que elas têm interesse em nos estimular e tirar vantagem da nossa compulsão por tecnologia.”