(ENEM - 2013)

(Tradução da placa: “Não me esqueçam quando eu for um nome importante.”)
NAZARETH, P. Mercado de Artes / Mercado de Bananas. Miami Art Basel, EUA, 2011. Disponível em: www.40forever.com.br. Acesso em: 31 jul. 2012.
A contemporaneidade identificada na performance / instalação do artista mineiro Paulo Nazareth reside principalmente na forma como ele
resgata conhecidas referências do modernismo mineiro.
utiliza técnicas e suportes tradicionais na construção das formas.
articula questões de identidade, território e códigos de linguagens.
imita o papel das celebridades no mundo contemporâneo
camufla o aspecto plástico e a composição visual de sua montagem.
Gabarito:
articula questões de identidade, território e códigos de linguagens.
A) INCORRETA: não há evidências claras o suficientes de resgate ao modernismo brasileiro, até porque as principais temáticas desse movimento não estão sendo trazidas aqui (vê-se, por exemplo, que o autor escreveu uma placa em espanhol, e não em português).
B) INCORRETA: as técnicas e os suportes não são radicais, mas através de elementos simples dispostos de uma maneira diferente, o autor consegue alcançar seu receptor ao promover uma mudança drástica no uso tradicional desses elementos.
C) CORRETA: O artista mineiro Paulo Nazareth realizou a performance que mescla elementos que remetem a questões de identidade e territórios e códigos de linguagem (un nombre importante). Dessa maneira, o artista promove uma reflexão a respeito de tais questões, tão presente nas artes da contemporaneidade.
D) INCORRETA: pois o que o artista faz é justamente ao contrário, não imitando o papel de celebridades, mas sim representando a imagem de pessoas comuns, pessoas que, por exemplo, vendem bananas em uma Kombi para levar sustento para as famílias, ou até mesmo moradores de rua que costumam usar essas placas para pedir alguma doação.
E) INCORRETA: não é possível identificar com precisão essa camuflagem proposta pela alternativa, visto que os elementos que são trazidos pela imagem aparentam expressar aquilo que naturalmente expressam, sem dizer que todos os elementos parecem ser reais.