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Questão 106

ENEM 2013
Português

(ENEM - 2013) 

Até quando?

Não adianta olhar pro céu
Com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer
E muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão
Virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer

GABRIEL, O PENSADOR. Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo). Rio de Janeiro: Sony Music, 2001 (fragmento).

As escolhas linguísticas feitas pelo autor conferem ao texto

A

caráter atual, pelo uso de linguagem própria da internet

B

cunho apelativo, pela predominância de imagens metafóricas.

C

 tom de diálogo, pela recorrência de gírias

D

espontaneidade, pelo uso da linguagem coloquial

E

originalidade, pela concisão da linguagem.

Gabarito:

espontaneidade, pelo uso da linguagem coloquial



Resolução:

A) INCORRETA: Não há o predomínio de palavras e expressões que remetem a linguagem da internet, mas estão relacionadas com a oralidade (informalidade/coloquialidade).

B) INCORRETA: De fato há um tom apelativo nesses fragmentos e em toda a mensagem da canção... o que é problemático na afirmativa é a referência ao uso predominante de metáforas pois, ao contrário, predominam ideias e chamados mais denotativos. A linguagem é mais voltada para o mundo real, para situações, práticas e posturas sociais que não estão postas metaforicamente, e sim como o ato em si que a canção evoca.

C) INCORRETA: Há dois problemas nessa alternativa: o primeiro deles é que o diálogo supõe dois (ou mais) agentes comunicantes, num horizonte de interlocução - e nesse caso temos apenas o eu lírico, sem nenhuma resposta, que se dirige a um público indefinido e aberto; o segundo é que o uso de gírias, apesar de presente, não justificaria o diálogo, uma vez que podem existir diálogos formais, ou não mediados pelo uso da linguagem e das expressões populares. 

D) CORRETA: A escrita poética é marcada pelo uso espontâneo da linguagem informal. Há o registro da espontaneidade pelo uso de palavras coloquias, como: "pro", "aí", "pra", "te botaram".

E) INCORRETA: Mesmo que haja uma certa originalidade da escrita realizada pelo poeta, essa marca é descrita pelo uso da coloquialidade (abrangente no poema).

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