(ENEM - 2013)
A felicidade é portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.
ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como
busca por bens materiais e títulos de nobreza.
plenitude espiritual a ascese pessoal.
finalidade das ações e condutas humanas.
conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
Gabarito:
finalidade das ações e condutas humanas.
c) Correta. finalidade das ações e condutas humanas.
A concepção aristotélica de felicidade estava ligada à ética, ou seja, às boas ações humanas baseadas em regras que nortearão a vida em sociedade. Para Aristóteles, a felicidade não provém de um entretenimento, mas de uma ação, do trabalho e da atividade contemplativa. Dessa maneira, a felicidade deveria estar ligada à finalidade das ações e condutas humanas, segundo a noção teleológica.
a) Incorreta. busca por bens materiais e títulos de nobreza.
A busca por bens materiais é buscada em virtude da felicidade, porém, segundo Aristóteles, uma busca falsa, pois a felicidade está relacionada com uma vida virtuosa.
b) Incorreta. plenitude espiritual a ascese pessoal.
Aristóteles não desenvolve uma doutrina de cunho espiritualista. Essa é uma interpretação posterior que o cristianismo realizará, ao se apropriar das noções aristotélicas.
d) Incorreta. conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
A felicidade é a finalidade de todas as coisas, inclusive do conhecimento, e não se reduz ao conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
e) Incorreta. expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
A felicidade não está associada com o progresso individual e um reconhecimento perante a sociedade, formas deturpadas da busca pela eudaimonia, mas com a apropriação da virtude e da atividade contemplativa.