(UNIOESTE/2013) “Se compreendermos a Filosofia em um sentido amplo - como concepção da vida e do mundo -, poderemos dizer que sempre houve Filosofia. De fato, ela responde a uma exigência da própria natureza humana; o homem, imerso no mistério do real, vive a necessidade de encontrar uma razão de ser para o mundo que o cerca e para o enigma da existência. […] Mas se compreendermos a Filosofia em um sentido próprio, isto é, como o resultado de uma atividade da razão humana que se defronta com a totalidade do real, torna-se impossível pretender que a Filosofia tenha estado presente em todo e qualquer tipo de cultura. […] [Nesse caso,] a Filosofia teve seu início nas colônias da Grécia, nos séculos VI e V a.C.”.
Gerd Bornheim.
Considerando o texto acima e o início da Filosofia na Grécia, é INCORRETO afirmar que
a busca pelo significado da existência e do mundo não é algo exclusivo dos gregos antigos.
só há um modo do homem abordar o enigma da existência: usar o pensamento racional para investigar a totalidade do real.
a Filosofia, enquanto pensamento racional sobre a totalidade do real, surge nas colônias gregas nos séculos VI e V a.C.
podemos atribuir à Filosofia um sentido mais geral (concepção de mundo) e um sentido mais próprio (reflexão sobre a totalidade do real).
a Filosofia no seu sentido mais próprio não foi inicialmente bem recebida em Atenas, o que é demonstrado pela condenação de Sócrates à morte.
Gabarito:
só há um modo do homem abordar o enigma da existência: usar o pensamento racional para investigar a totalidade do real.
[B]
A Filosofia no sentido amplo descrito no texto citado está mais próxima daquilo que chamamos comumente de visão de mundo. Considerando que uma visão de mundo é estruturada de tal modo que estabelece uma relação geralmente dogmática entre perguntas e respostas, então podemos dizer que ela é normalmente uma ideologia. Todavia, a Filosofia no sentido próprio é justamente o confronto com a ideologia. Esse confronto revela as limitações da ideologia, expõe justamente a incapacidade do discurso normal de ser suficiente quando fala do Universal. Sendo que a Filosofia não pode ser ela mesma e o seu contrário, precisamos assumir radicalmente que a Filosofia é confronto com a “totalidade do real”.