(UNICAMP - 2021 - 1ª FASE - 2º dia de aplicação)
“O vento da vida, por mais que cresça, nunca pode chegar a ser bonança; o vento da fortuna pode chegar a ser tempestade, e tão grande tempestade, que se afogue nela o mesmo vento da vida.”
(Antônio Vieira, “Sermão de quarta-feira de cinza do ano de 1672”, em A Arte de Morrer. São Paulo: Nova Alexandria, 1994, p. 56.)
No sermão proferido na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses, em Roma, Vieira recorre a uma metáfora para chamar a atenção dos fiéis sobre a morte. Assinale a alternativa que expressa a mensagem veiculada pela imagem do vento.
A vida dos fiéis é comparável à tranquilidade da brisa em alto-mar.
A fortuna dos fiéis é comparável à força das intempéries marítimas.
A fortuna dos fiéis é comparável à felicidade eterna.
A vida dos fiéis é comparável à ventura dos navegadores.
Gabarito:
A fortuna dos fiéis é comparável à força das intempéries marítimas.
[B]
A primeira parte do trecho assinalado por Vieira traz a revelação da própria metáfora alimentada pela imagem do vento. Ele nunca chega a ser bonança, o vento que alimenta a tempestade, portanto, é comparável à força das intempéries, não pode ser tranquilo, nem feliz, nem aventureiro.