(UNICAMP - 2008 - 2 fase - Questão 5)
Em meados do século XVIII, o abade português Diogo Barbosa Machado colecionava vários tipos de impressos: retratos, mapas e, principalmente, pequenas obras escritas, chamadas de folhetos. Esses folhetos divulgavam os mais diversos acontecimentos naquele mundo após a invenção da imprensa, em 1450. Eram produzidos em rápidas e pequenas tiragens para agilizar sua difusão, dinamizando assim a comunicação nas sociedades da época moderna. Essa coleção abrangia muitos folhetos relativos a Portugal e a seu império ultramarino, do século XVI ao XVIII.
(Adaptado de Rodrigo Bentes Monteiro & Jorge Miranda Leite, “Os ‘manifestos de Portugal’. Reflexões acerca de um Estado moderno”. In: Martha Abreu, Rachel Soihet, Rebeca Gontijo (orgs.). Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 113-114.)
a) A partir do texto, explique a importância dos folhetos em Portugal no século XVIII.
b) Indique duas características da cultura letrada na América portuguesa entre os séculos XVI e XVIII.
Gabarito:
Resolução:
a) Segundo o texto, os folhetos eram importantes em Portugal no século XVIII porque divulgavam os mais diversos acontecimentos daquele contexto desde a invenção da imprensa, em 1450, alcançando diversas partes do império português. Como eram produzidos e difundidos agilmente, também funcionavam para dinamizar a comunicação daquela sociedade.
b) No contexto em questão, a cultura letrada limitava-se a uma pequena parcela da sociedade: o clero e a elite socioeconômica leiga. Nesse período, a difusão da literatura encontrava obstáculos pela ausência da imprensa e pelo alto custo de importação de edições — estas vindas principalmente de Portugal, com presença significativa de obras da França no século XVIII.