(UNICAMP - 2007) O aprisionamento de indígenas pelos bandeirantes foi uma forma de obter mão-de-obra para a lavoura e para o transporte. No litoral, o preço dos indígenas era bem menor que o dos escravos negros - o que interessava aos colonos menos abonados. O sistema de apresamento consistia em manter boas relações com uma tribo indígena e aproveitar seu estado de guerra quase permanente com seus adversários, para convencê-la a lhes ceder os vencidos, os quais costumeiramente eram devorados em rituais antropofágicos.
(Adaptado de Laima Mesgravis, “De bandeirante a fazendeiro”. In: Paula Porta (org.), História da cidade de São Paulo: a cidade colonial, 1554-1822. São Paulo: Paz e Terra, 2004, vol. 1, p. 117.)
a) O que foram as bandeiras?
b) Por que o aprisionamento dos indígenas interessava aos bandeirantes e aos colonos?
c) O que eram rituais antropofágicos?
Gabarito:
Resolução:
a) As bandeiras eram expedições, organizadas por paulistas entre os séculos XVII e XVIII, visando a ocupação do interior do Brasil. Os bandeirantes eram contratados também para a captura de indígenas para a escravização, a destruição de quilombos e de comunidades indígenas revoltosas, procura de minerais preciosos, etc.
b) Interessava aos colonos porque os indígenas capturados eram comprados por um preço menor do que os escravizados negros, e porque era uma forma relativamente fácil de se obter mão-de-obra, tendo em vista que os indígenas eram do território brasileiro. Já aos bandeirantes, interessava porque provia uma remuneração econômica satisfatória.
c) Os rituais antropofágicos eram cerimônias místicas, típicas da cultura indígena no Brasil, em que os inimigos derrotados de determinada comunidade indígena eram literalmente devorados por ela, de forma que os vitoriosos pudessem “absorver” suas virtudes.