(UNICAMP - 2007) Em Roma, no século XV, destruíram-se muitos e belos monumentos, sem que as autoridades ou os mecenas se lembrassem de os restaurar. No melhor período desse “regresso ao antigo”, ocorrido durante o Renascimento italiano, não se restaura nenhuma ruína, e toda a gente continua a explorar templos, teatros e anfi teatros, como se fossem pedreiras.
(Adaptado de Jacques Heers, Idade Média: uma impostura. Porto: Edições Asa, 1994, p. 111.)
a) Segundo o texto, quais foram as duas atitudes em relação à cidade de Roma no Renascimento?
b) Explique a importância da cidade de Roma na Antiguidade.
c) Por que o Renascimento italiano valorizou as cidades?
Gabarito:
Resolução:
a) De acordo com o texto, essas duas atitudes, complementares, se deram da seguinte forma: pela (1) destruição de muitos monumentos romanos, sem que houvesse preocupação ou intuito de restaurá-los, (2) mantendo a exploração de templos, teatros e anfi teatros como se fossem pedreiras, sem restaurar nenhuma ruína
b) A cidade de Roma, como capital do império mais importante formado na Antiguidade, era um centro político, econômico, cultural e administrativo muito importante, sendo palco para as decisões e repercussões mais significativas de seu contexto. Dentro disso, prestava a função de espalhar e consolidar os elementos da civilização clássica, greco-romana.
c) O Renascimento, emblemático de uma oposição ao cenário de feudalismo (rural), naturalmente valorizava as cidades em detrimento dos campos. Além disso, muitas cidades italianas eram geridas por Estados soberanos, compostos por indivíduos inclinados ao intuito de engrandecer suas cidades, demonstrando essa soberania.