(UNESP - 2018 - 1 FASE)
A mídia é estética porque o seu poder de convencimento, a sua força de verdade e autoridade, passa por categorias do entendimento humano que estão pautadas na sensibilidade, e não na racionalidade. A mídia nos influencia por imagens, e não por argumentos. Se a propaganda de um carro nos promete o dom da liberdade absoluta e não o entrega, a propaganda política não vai ser mais cuidadosa na entrega de suas promessas simbólicas, mesmo porque ela se alimenta das mesmas categorias de discurso messiânico que a religião, outra grande área de venda de castelos no ar.
(Francisco Fianco. “O desespero de pensar a política na sociedade do espetáculo”. http://revistacult.uol.com.br, 11.01.2017. Adaptado.)
Considerando o texto, a integração entre os meios de comunicação de massa e o universo da política apresenta como implicação
a redução da discussão política aos padrões da propaganda e do marketing.
a ampliação concreta dos horizontes de liberdade na sociedade de massas.
o fortalecimento das instituições democráticas e dos direitos de cidadania.
o apelo a recursos intelectuais superiores de interpretação da realidade.
a mobilização de recursos simbólicos ampliadores da racionalidade.
Gabarito:
a redução da discussão política aos padrões da propaganda e do marketing.
O texto reflete a influência da mídia de massa sobre o campo da política, destacando a relação entre os recursos tradicionais de propaganda e marketing e as atividades governamentais e partidárias. As práticas de mercado conduzidas pela mídia, segundo o texto, estão fundamentadas em "categorias do entendimento humano que estão pautadas na sensibilidade" e, assim, criam influência através de imagens (e não argumentos). Por isso, muitas vezes, produz ilusões a respeito do produto que está vendendo, seja ele qual for: uma mercadoria, uma ideologia, uma campanha, etc.
Assim, entende-se que integração entre os meios de comunicação de massa e o universo da política implica a utilização dos recursos propagandísticos na condução de debates e decisões políticas. Esse processo acaba por esvaziar o conteúdo do debate e distorcer o verdadeiro papel da informação política, reduzindo a discussão política aos padrões da propaganda e do marketing.
Alternativa A.