(UFU - 2019 - 1ª FASE )
“O homem feliz deverá possuir o atributo em questão (isto é, constância na prática de atividades conforme a excelência) e será feliz por toda a sua vida, pois ele estará sempre, ou pelo menos frequentemente, engajado na prática ou na contemplação do que é conforme a excelência. Da mesma forma ele suportará as vicissitudes com maior galhardia e dignidade, sendo como é, ‘verdadeiramente bom e irrepreensivelmente tetragonal (honesto)’.”
ARISTÓTELES. Ética a Nicômacos. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 132. (Adaptado)
Considerando-se o excerto acima, diz-se que, para Aristóteles, a felicidade é
um presente distribuído aleatoriamente por Deus.
fruto do exercício da razão e das virtudes morais.
o resultado da acumulação de riquezas materiais.
somente uma possibilidade teórica, jamais real.
Gabarito:
fruto do exercício da razão e das virtudes morais.
b) Correta. fruto do exercício da razão e das virtudes morais.
A concepção aristotélica de felicidade estava ligada à ética, ou seja, às boas ações humanas baseadas em regras que nortearão a vida em sociedade. Para Aristóteles, a felicidade não provém de um entretenimento, mas de uma ação, do trabalho e da atividade contemplativa. Dessa maneira, a felicidade deveria estar ligada à finalidade das ações, segundo a noção teleológica, e é fruto do exercício da razão e das virtudes morais.
a) Incorreta. um presente distribuído aleatoriamente por Deus.
A felicidade não é fruto da fortuna, do acaso.
c) Incorreta. o resultado da acumulação de riquezas materiais.
A felicidade não consiste no acúmulo de riqueza, um tipo de felicidade materialista.
d) Incorreta. somente uma possibilidade teórica, jamais real.
A felicidade é algo real, identificada a partir de uma vida que viveu completamente sob a virtude e a razão.