(UFU - 2016 - 1ª FASE)
Em 1987, a então Primeira-Ministra da Grã-Bretanha, Margaret Thatcher, deu uma declaração durante uma entrevista que resumia, em parte, o seu ideário político liberal: “A sociedade não existe. Existem homens, existem mulheres e existem famílias”.
O governo de Thatcher ficaria conhecido como um dos precursores do chamado Estado neoliberal, que enfatizava, entre outros ideais, o individualismo. Assim, esta concepção de governo contradiz os fundamentos da Sociologia de Durkheim, segundo o qual a sociedade poderia ser identificada
como a soma de indivíduos que definem seus valores em comum, unindo-se por laços de solidariedade voluntária.
a partir da existência de um contrato social que dá origem ao Estado e à sociedade civil.
como o resultado da ação da classe dominante, capaz de reunir e controlar as massas.
pela síntese de ações e sentimentos individuais que originam uma vida psíquica sui generis.
Gabarito:
pela síntese de ações e sentimentos individuais que originam uma vida psíquica sui generis.
A) Incorreto. A sociedade não poderia ser simplesmente a soma de indivíduos com valores em comum visto que ela se apresenta, em sua teoria, como uma realidade exterior ao indivíduo, dotada de um poder de coerção. Seria, então, uma individualidade psíquica, resultante da combinação de consciências individuais, mas que se constituía numa entidade distinta: a consciência coletiva.
B) Incorreto. Tal acepção da sociedade é proveniente dos filósofos contratualistas, tais quais Hobbes, Locke e Rousseau.
C) Incorreto. Essa alternativa, por citar "classes dominantes", lembra mais a concepção marxista de sociedade do que uma concepção durkheimiana.
D) Correto. A sociedade para Durkheim é uma individualidade psíquica, resultante da combinação de consciências individuais, mas que se constituía numa entidade distinta, original, única (sui generis): a consciência coletiva.