(UFU - 1999)
A filosofia de Aristóteles (384-322 a.C.) representou uma nova interpretação do problema da mobilidade do ser, em contraposição à tradição filosófica. Para explicar a mobilidade do ser, Aristóteles utilizou dois conceitos ontológicos, que foram
a essência e a existência.
a substância e o acidente.
o ato e a potência.
o universal e o particular.
Gabarito:
o ato e a potência.
c) Correta. o ato e a potência.
A teoria do ato-potência de Aristóteles. está relacionada com o ser e o devir. Ato expressa a forma de um ser em um determinado momento, sua realização máxima (atualização da potência) de acordo com um fim inerente ao ser. Potência indica aquilo em que é possível algum ser se transformar em virtude desse fim. A noção de potência, o vir-a-ser, está ligada a ideia daquilo que tem a capacidade de mudança para algo, saindo de um estado e tornando-se outro, segundo uma forma, de modo que, sendo algo, não era outro, uma medida de não-ser. A matéria é o substrato que recebe a transformação, isto é, trans-formação, um movimento segunda uma forma definida. O ser-em-ato é expresso pela forma, que não pode mudar. Logo, a semente é a potência da árvore, e a árvore o ato de uma semente.
a) Incorreta. a essência e a existência.
Não são conceitos aristotélicos.
b) Incorreta. a substância e o acidente.
A substância e o acidente são conceitos de Aristóteles, porém não explicam a questão da mobilidade e da mudança nos seres.
d) Incorreta. o universal e o particular.
Esses termos não explicam a questão da mobilidade e da mudanças nos seres, pois apenas expressam o que é o universal — a abstração de conceitos — e o particular — as coisas.