(Ufsj 2012) “Subjetividade” e “intersubjetividade” são conceitos com os quais Sartre pontua o seu existencialismo. Nesse contexto, tais conceitos revelam que
“Penso, logo existo” deve ser o ponto de partida de qualquer filosofia. Tal subjetividade faz com que o Homem não seja visto como objeto, o que lhe confere verdadeira dignidade. A descoberta de si mesmo o leva, necessariamente, à descoberta do outro, implicando uma intersubjetividade.
o Homem é dado, é unidade, é união e é intersubjetividade; portanto, a sua existência é agregadora e desapegada da tão apregoada subjetividade clássica, por isso mesmo tão crucial para Sartre.
não há um só lampejo de subjetividade que não tenha se reinaugurado na intersubjetividade, isto é, na idealidade que instrui as prerrogativas para se instalarem as escolhas do sujeito, definindo-o.
Gabarito:
“Penso, logo existo” deve ser o ponto de partida de qualquer filosofia. Tal subjetividade faz com que o Homem não seja visto como objeto, o que lhe confere verdadeira dignidade. A descoberta de si mesmo o leva, necessariamente, à descoberta do outro, implicando uma intersubjetividade.
b) Correta. “Penso, logo existo” deve ser o ponto de partida de qualquer filosofia. Tal subjetividade faz com que o Homem não seja visto como objeto, o que lhe confere verdadeira dignidade. A descoberta de si mesmo o leva, necessariamente, à descoberta do outro, implicando uma intersubjetividade.
A reflexão, como ato da existência, não se relaciona apenas com um ato do pensamento, mas com a existência, pois envolve um modo de ser. Enquanto que o conhecimento de todas as coisas envolvem incertezas, o conhecimento de si é certo. A certeza de si mesmo leva então, à descoberta do outro, o que implica numa intersubjetividade, cujo encontro se dá por meio da vergonha e do reconhecimento de que o sujeito também aquilo que o outro vê.
a) Incorreta. “Penso, logo existo” deve ser o ponto de partida de qualquer filosofia. Tal subjetividade faz com que o Homem não seja visto como objeto, o que lhe confere verdadeira dignidade. A descoberta de si mesmo o leva, necessariamente, à descoberta do outro, implicando uma intersubjetividade.
Não há noção de virtú socrática, antes, o termo é associado a Descartes, tampouco qualquer noção desta caiu sobre o materialismo dialético, perspectiva adotada por Marx. Na verdade, este teve influências do filósofos atomistas, como Epicuro e Demócrito. O cogito cartesiano exerceu influência na perspectiva de Sartre, porém não de maneira total.
c) Incorreta. o Homem é dado, é unidade, é união e é intersubjetividade; portanto, a sua existência é agregadora e desapegada da tão apregoada subjetividade clássica, por isso mesmo tão crucial para Sartre.
Para Sartre, o homem não é dado, tampouco uma unidade e união; constitui-se tanto em sua subjetividade como existência, sem uma essência pré-determinada, pois é livre e responsável por suas escolhas, quanto na intersubjetividade, na relação com o outro. É a liberdade do sujeito que é condição de sua angústia, ante a consciência do nada, por isso a existênci humana não é uma experiência agregadora.
d) Incorreta. não há um só lampejo de subjetividade que não tenha se reinaugurado na intersubjetividade, isto é, na idealidade que instrui as prerrogativas para se instalarem as escolhas do sujeito, definindo-o.
Não há uma idealidade que instrua prerrogativas para se instalarem as escolhas do sujeito, definindo-o, pois o homem é livre, segundo Sartre.