(Ufsj 2012) Assinale a alternativa que expressa o pensamento de Nietzsche sobre a origem do bem.
“Faça isto e mais isto, não faça aquilo e mais aquilo – e então serás feliz, contrário...” Dessas ações procedem o bem em si.
“Todo o bem procede do instinto e é, por conseguinte, leve, necessário, espontâneo”.
“O vício e o luxo são a causa do perecimento de povos e raças”. Libertar-se de tais desequilíbrios, eis aí a fórmula do bem original.
“O cornarismo resume toda a origem do bem e é prerrogativa cultural da raça humana”.
Gabarito:
“Todo o bem procede do instinto e é, por conseguinte, leve, necessário, espontâneo”.
Nietzsche é considerado o filósofo dos instintos e da vontade de potência, inimigo do “amolecimento moderno dos sentimentos” (a modernidade traz a supervalorização da razão e o esquecimento dos instintos): condena o homem moral, fraco e religioso. Faz uma crítica aos valores morais, qualificando razão e racionalidade como decadência e ódio aos instintos. Sua filosofia é a filosofia dos afetos, das paixões e dos desejos, que contempla o individualismo, a força, a abundância e os instintos de vida.
A racionalidade, desde sua origem na filosofia antiga, define a razão como o paradigma do mundo ocidental, o qual, em defesa de uma vida ética e consciente, reprime os instintos que a tragédia grega evoca. Nietzsche afirma que o logos subjugou os instintos criadores; o "homem de rapina", que age guiado pelos instintos, foi substituído pelo homem racional; a vida foi subjugada pela razão.
Então, entende-se que o instinto é o importante, o necessário, aquilo que deve ser seguido pelo homem. Para Nietzsche, o bem é o que agrada, fortalece e apetece, o que afasta do ser humano o juízo baixo e comum; não importa a utilidade ou a força da ação, mas a potência de realizá-la a partir do pensamento. O bem, então, provém do instinto e, por isso, é leve, espontâneo e necessário.