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Questão 15155

UFSJ 2011
Filosofia

(UFSJ - 2011)

A razão, para Hume, é:

A

“a descoberta da verdade ou da falsidade. A verdade e a falsidade consistem no acordo e desacordo seja quanto à relação real de ideias, seja quanto à existência e aos fatos reais”.

B

“nossas propensões naturais e distinções morais implicam, necessariamente, uma razão inata”.

C

“os concomitantes da ação induzem a uma concepção notória daquilo que se pode determinar como universo da razão”.

D

“em sentido estrito e filosófico, a razão nos informa sobre os critérios e conexões entre as paixões e desafetos humanos”.

Gabarito:

“a descoberta da verdade ou da falsidade. A verdade e a falsidade consistem no acordo e desacordo seja quanto à relação real de ideias, seja quanto à existência e aos fatos reais”.



Resolução:

a) Correta.a descoberta da verdade ou da falsidade. A verdade e a falsidade consistem no acordo e desacordo seja quanto à relação real de ideias, seja quanto à existência e aos fatos reais”.
A razão é o que define na ideia se algo realmente é ou não. A razão é, para Hume, o que vem depois da emoção para justificá-la.
Hume aponta que raciocinar é mais do que organizar informações: é produzir novas informações a partir daquelas obtidas pelos sentidos e descobrir a verdade ou a falsidade de uma proposição. 
Como apenas proposições podem ser verdadeiras ou falsas, uma proposição só pode ser oposta a outra proposição. Desejos e emoções não podem ser verdadeiros ou falsos por não representarem algo, não podem ser contrários a um raciocíno; são, de acordo com Hume, "existências originais". Não há, então, conflito entre as faculdades da razão e da emoção, mas sim cooperação entre elas: as emoções indicam ao indivíduo o que ele quer e cabe à razão determinar os meios de obtê-lo.
"Razão é e deve ser apenas a escrava das paixões e nunca deve pretender fazer outra coisa senão servi-las e obedecê-las." Desse modo, é o princípio de prazer/dor que guia a vontade, sendo a emoção determinante dos objetivos e a razão, dos meios para atingir os fins. A nível prático, a razão é meramente instrumental, uma espécie de ferramente que ajuda a alcançar o que se deseja, sem delimitar por si mesma a vontade. 

 

b) Incorreta.nossas propensões naturais e distinções morais implicam, necessariamente, uma razão inata”.
Hume não acredita em uma razão inata.

c) Incorreta. “os concomitantes da ação induzem a uma concepção notória daquilo que se pode determinar como universo da razão”.
Não existe um universo da razão. A ação leva à distinção, ao reconhecimento dos fatos reais. Os "concomitantes da ação" constituem o hábito, fruto da experiência em associação com a razão (mas não algo racional).

d) Incorreta. “em sentido estrito e filosófico, a razão nos informa sobre os critérios e conexões entre as paixões e desafetos humanos”.
As paixões e os desafetos humanos não são explicados pela razão.

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