(UFMA - 2008)
“O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que eles. Como adveio tal mudança? Ignoro-o. Que poderá legitimá-la? Creio poder resolver esta questão.”
ROUSSEAU, J. – J. Do Contrato Social. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1978.
A partir da afirmação acima, assinale a opção correta.
Rousseau quer estabelecer em que condições a transição da perda da liberdade natural do homem é legítima.
Rousseau está interessado em explicar como o homem perdeu a sua liberdade.
Rousseau está legitimando a força como fundamento da perda da liberdade.
Rousseau está ressaltando a passagem da liberdade natural à servidão civil.
Rousseau está explicando a autoridade natural do homem sobre seus semelhantes.
Gabarito:
Rousseau quer estabelecer em que condições a transição da perda da liberdade natural do homem é legítima.
a) Correta. Rousseau quer estabelecer em que condições a transição da perda da liberdade natural do homem é legítima.
O trecho revela que Rousseau procura explicar quando a perda de liberdade do homem é legítima. "Que poderá legitimá-la? Creio poder resolver esta questão.”
b) Incorreta. Rousseau está interessado em explicar como o homem perdeu a sua liberdade.
O autor não está interessado em explicar como o homem perdeu a sua liberdade ("Como adveio tal mudança? Ignoro-o."), mas sob quais condições essa transição (de perda de liberdade) é válida.
c) Incorreta. Rousseau está legitimando a força como fundamento da perda da liberdade.
Para Rousseau, a perda de liberdade do homem não é legítima se for imposta através da força. Assim, não legitima a força como fundamento para essa transição.
d) Incorreta. Rousseau está ressaltando a passagem da liberdade natural à servidão civil.
No trecho, Rousseau não ressalta a passagem da liberdade natural à servidão civil, mas se questiona sob quais circunstâncias seria legítima a passagem do estado de natureza (liberdade) para o estado civil.
e) Incorreta. Rousseau está explicando a autoridade natural do homem sobre seus semelhantes.
Não existe, para Rousseau, uma "autoridade natural" do homem com relação a seus semelhantes, pois todos são iguais.