(UEMA 2008)
Através dos discursos proferidos por Fedro Pausânias, Erixímaco (o médico), Aristófanes (o poeta), Sócrates e seu discípulo Agatão, Platão discorre sobre o belo, a amizade, o amor, representado pelo deus Eros, em O Banquete.
Platão, na interpretação mais típica e aceita dessa obra, encerra uma problematização de natureza
política.
religiosa.
mitológica.
educacional.
estética.
Gabarito:
estética.
O termo "estética" tem sua origem na palavra grega "aesthesis", que significa percepção. Designa o campo que se ocupa da arte e do belo, tratando tais temas em três sentidos: a obra, o artista (ato de produção) e o apreciador. De uma forma geral, portanto, a estética é a investigação da natureza do belo e/ou da arte sob os critérios mencionados.
O Banquete descreve um diálogo do qual participam Fedro, Pausânias, Erixímaco, Sócrates e outros. Discorrem sobre o que é ou o que constitui o amor, sendo as concepções de cada um, muitas vezes, associadas ao belo. É através dessa obra que Platão apresenta sua teoria do belo, que se volta para a superação das percepções sensíveis: o belo é algo divino e não fisicamente manifesto (este é, inclusive, o motivo pelo qual Platão despreza as artes, que criam objetos do mundo manifesto e podem desviar o olhar da verdadeira essência das coisas).
Dessa forma, a problematização elencada por Platão em sua obra é de natureza estética, pois investiga questões acerca do belo, do amor e da arte. Esses pontos, embora se mostrem na interpretação mais comum e aceita da obra, não dizem respeito à política, à religião, ao mito ou à educação tanto quanto à estética.