(UEL - 2008)
É amplamente conhecido, na história da filosofia, como Descartes coloca em dúvida todo o conhecimento, até encontrar um fundamento inabalável; uma espécie de princípio de reconstituição do conhecimento. Neste processo, Descartes elege uma regra metodológica que o orientará na busca de novas verdades.
A regra geral que orientará Descartes na busca de novas verdades é
a possibilidade do mundo externo.
a possibilidade de unirmos corpo e alma.
a clareza e distinção.
a certeza dos juízos matemáticos.
a ideia de que corpo e alma são entidades distintas.
Gabarito:
a clareza e distinção.
c) Correta. a clareza e distinção.
A regra metodológica que orienta a busca de Descartes pela verdade e enuncia o método cartesiano é a da evidência: "evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e de nada incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara e tão distintamente a meu espírito, que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida". Dessa forma, esta regra geral se refere à clareza e distinção entre os juízos.
a) Incorreta. a possibilidade do mundo externo.
Descartes não enuncia uma possibilidade do mundo externo.
b) Incorreta. a possibilidade de unirmos corpo e alma.
Descartes trabalha o dualismo psicofísico, que separa alma (coisa pensante) e corpo (coisa extensa).
d) Incorreta. a certeza dos juízos matemáticos.
Descartes busca a clareza e a distinção de todos os juízos, quaisquer sejam eles (ou seja, não é a certeza dos juízos matemáticos que o orienta).
e) Incorreta. a ideia de que corpo e alma são entidades distintas.
Descartes concebe a existência de uma mente pensante e uma matéria extensa (dicotomia entre corpo e consciência) — assim, entende corpo e alma como entidades distintas. No entanto, esta não é uma regra que orienta a busca cartesiana pela verdade e por isso não responde à questão.