(UEFS - 2018) Por onde mais se distanciava a ficção parlamentar brasileira do modelo britânico era pelo fato da subida ou da queda de um ministério depender só idealmente, entre nós, de uma eventual maioria na câmara popular.
(Sérgio Buarque de Holanda. “Do Império à República”. In: O Brasil monárquico, tomo II, vol 5, 1985.)
O historiador refere-se ao regime monárquico brasileiro como “ficção parlamentar”, porque
o ordenamento político brasileiro era sustentado pelas tradições orais.
os ministros podiam governar sem contar com o apoio do Parlamento.
o debate de ideias políticas no país estava interditado pelo governo imperial.
a manutenção de grupos dirigentes submetia-se ao exercício do poder moderador.
o poder absolutista do rei proibia a constituição de partidos políticos.
Gabarito:
a manutenção de grupos dirigentes submetia-se ao exercício do poder moderador.
a) o ordenamento político brasileiro era sustentado pelas tradições orais.
Incorreta. Era sustentado pela constituição
b) os ministros podiam governar sem contar com o apoio do Parlamento.
Incorreta. O ministro precisavam do apoio do Parlamento e do Imperador
c) o debate de ideias políticas no país estava interditado pelo governo imperial.
Incorreta. Há o debate de ideias políticas, não há impedimento sobre estes
d) a manutenção de grupos dirigentes submetia-se ao exercício do poder moderador.
Correta. O Poder Moderador dava à d. Pedro I o poder de interferir nos demais poderes políticos do Brasil. Logo, dava ao Imperador amplos poderes na Nação. Sendo assim, os poderes Legislativo e Judiciário eram meros instrumentos de “ficção”.
e) o poder absolutista do rei proibia a constituição de partidos políticos.
Incorreta. Há partido políticos a partir do período regencial. O absolutismo no Brasil não impede a formação destes