(UECE 2019/2)
Para Karl Marx, há um caráter misterioso que o produto do trabalho apresenta ao assumir a forma de mercadoria.
MARX, K. O capital. Crítica da economia política. Vol. I, 11ª ed., São Paulo: Editora Bertrand Brasil – DIFEL, 1987.
Karl Marx atribui essa propriedade misteriosa assumida pela mercadoria ao
valor de uso da mercadoria.
fetichismo da mercadoria.
tempo do trabalho gasto na mercadoria.
valor a mais extraído da mercadoria.
Gabarito:
fetichismo da mercadoria.
A) Incorreta. O valor de uso de uma mercadoria é determinado de acordo com a utilidade relacionada às suas propriedades físicas; e seu valor de troca varia no tempo e espaço. Dessa forma, ele não apresenta esse caráter misterioso, pois o valor de uso é uma coisa atribuída ao valor que tem aquele produto dentro de cada contexto.
B) Correta. O fetichismo de mercadoria é quando o preço de um produto assume valores tão irreais, superfaturados, que a mercadoria deixa de ter a sua utilidade atual e passa a atribuir um valor simbólico, quase que divino, o ser humano não compra o real, mas sim a transcendência que determinado artefato representa. Esse é o caráter misterioso que o produto do trabalho apresenta ao assumir a forma de mercadoria.
C) Incorreta. Não há como se deduzir o tempo tempo do trabalho gasto na produção da mercadoria assim, simplesmente.
D) Incorreta. Não existe um valor a mais extraído da mercadoria, a menos que seja um valor simbólico subjetivo para a pessoa, mas isso seria uma extrapolação da questão.