TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:
Para responder à(s) questão(ões), considere o texto abaixo.
Se a obra historiográfica de Sérgio Buarque de Hollanda foi um olhar para o passado brasileiro a partir da História de São Paulo (as monções, as entradas e bandeiras, os caminhos e fronteiras) entre a generalidade do ensaio, em Raízes do Brasil, e a sistematização acadêmica de sua produção na USP, a cidade do Rio de Janeiro funda um universo poético e um horizonte criativo inteiramente novos em Chico Buarque, no cruzamento das atividades do “morro” (o samba, sobretudo) com as da “cidade” (A Bossa Nova e a vida intelectual do circuito Zona Sul).
FIGUEIREDO, Luciano (org). História do Brasil para ocupados.
Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013, p. 451.
(Puccamp 2018) O sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda, em sua obra Raízes do Brasil, buscou caracterizar traços fundadores da nossa identidade cultural, ao tempo que também a literatura registrava aspectos regionais de nossa cultura mais enraizada, tal como ocorreu
nas crônicas dos jornais e revistas da época conhecida como belle époque.
no período de autores pioneiros conhecido como pré-modernismo.
nas páginas ainda tímidas de nossa prosa mais intimista da década de 1940.
nos poemas em prosa do então jovem e promissor Carlos Drummond de Andrade.
em romances de afirmação do período modernista e da chamada geração de 30.
Gabarito:
em romances de afirmação do período modernista e da chamada geração de 30.
[E]
É correta a opção [E], pois a literatura brasileira registou aspectos regionais de nossa cultura mais enraizada em romances de afirmação da nossa identidade cultural no período modernista da chamada geração de 30. Trata-se de romances caracterizados pela denúncia social através do retrato da realidade das regiões mais inóspitas e miseráveis do Brasil, aproximando-se de procedimentos do Realismo-Naturalismo a que se acrescenta a análise psicológica dos personagens. São exemplos, entre outros, “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, “Fogo morto”, de José Lins do Rego ou “O Quinze”, de Rachel de Queiroz.