(ITA – 2015) (2ª fase) Uma nave espacial segue inicialmente uma trajetória circular de raio em torno da Terra. Para que a nave percorra uma nova órbita também circular, de raio
, é necessário por razões de economia fazer com que ela percorra antes uma trajetória semieliptica, denominada órbita de transferência de Hohmann, mostrada na figura. Para tanto, são fornecidos à nave dois impulsos, a saber: no ponto A, ao iniciar sua órbita de transferência, e no ponto B, ao iniciar sua outra órbita circular. Sendo M a massa da Terra; G, a constante da gravitação universal;
, respectivamente, a massa e a velocidade da nave; e constante a grandeza
na órbita elíptica, pede-se a energia necessária para a transferência de órbita da nave no ponto B
Gabarito:
Resolução:
No ponto B teremos uma variação da energia cinética, pois mudaremos a órbita elíptica ( para uma órbita circular
.
Podemos calcular a velocidade da órbita circular:
Pelo Princípio da Conservação da Energia Mecânica, sabemos que a energia no ponto A da órbita elíptica será exatamente igual à energia no ponto B, tal que:
Da conservação do momento angular:
Substituindo:
Assim, a variação da energia cinética no ponto B será dada por: