(ITA - 2003 - 1ª FASE)
A questão a seguir refere-se ao texto “Língua”, de Caetano Veloso, exposto abaixo.
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua “
Minha pátria é minha língua”
Fala, Mangueira!
Flor do Lácio, Sambódromo
Lusamérica, latim em pó.
O que quer
O que pode Esta língua?
(...) A expressão “Flor do Lácio” também faz parte de um famoso poema da Literatura Brasileira, intitulado “Língua Portuguesa”, produzido na segunda metade do século XIX.
Assinale a alternativa que apresenta características pertencentes ao estilo da época em que foi produzido esse poema.
Subjetivismo, culto da forma, arte pela arte.
Culto da forma, misticismo, retorno aos motivos clássicos.
Arte pela arte, culto da forma, retorno aos motivos clássicos.
Culto da forma, subjetivismo, misticismo.
Subjetivismo, misticismo, arte pela arte.
Gabarito:
Arte pela arte, culto da forma, retorno aos motivos clássicos.
a) Alternativa incorreta. O projeto literário parnasiano apresenta um olhar impessoal para o objeto do poema.Não há subjetividade.
b) Alternativa incorreta. O poema não apresenta elementos que referem-se ao misticismo, ou seja, elementos que retratam uma experiência direta e pessoal com a divindade ou com a espiritualidade em questão.
c) Alternativa correta. As características citadas conferem ao movimento parnasiano.
d) Alternativa incorreta. O projeto literário parnasiano apresenta um olhar impessoal para o objeto do poema – além disso, não há subjetividade. O texto acima não apresenta elementos que referem-se ao misticismo, ou seja, elementos que retratam uma experiência direta e pessoal com a divindade ou com a espiritualidade em questão.
e) Alternativa incorreta. O projeto literário parnasiano apresenta um olhar impessoal para o objeto do poema – além disso, não há subjetividade. O texto acima não apresenta elementos que referem-se ao misticismo, ou seja, elementos que retratam uma experiência direta e pessoal com a divindade ou com a espiritualidade em questão.