(Fuvest 2007)
A observação de faunas dos continentes do hemisfério Sul revela profundas diferenças. Na América do Sul, existem preguiças, antas, capivaras, tamanduás e onças; na África, há leões, girafas, camelos, zebras e hipopótamos; na Austrália, cangurus, ornitorrincos e equidnas e, na Antártida, os pingüins. Entretanto, descobriram-se espécies fósseis idênticas nessas regiões. Assim, fósseis da gimnosperma Glossopteris foram encontrados ao longo das costas litorâneas da África, América do Sul, Austrália e Antártida, e ainda fósseis dos répteis Cynognathus e Lystrosaurus foram descobertos na América do Sul, África e Antártida.
Para explicar esses fatos, formularam-se as seguintes hipóteses:
I. A presença de fósseis idênticos, nos vários continentes, prova que todas as formas de vida foram criadas simultaneamente nas diversas regiões da Terra e se diferenciaram mais tarde.
II. As faunas e floras atuais são resultado da seleção natural em ambientes diversos, isolados geograficamente.
III. Os continentes, há milhões de anos, eram unidos, separando-se posteriormente.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Gabarito:
II e III, apenas.
I - Incorreta, pois, não podemos fazer tal inferência, já que as formas de vida não foram criadas ao mesmo tempo, mas, seguiram, até o que sabemos, a teoria da evolução de Charles Darwin.
II - Correta, pois, a diferenciação das espécies nos continentes em questão foi gerada, justamente, pela seleção natural que ocorreu de forma diferente em cada um deles, por isso, as faunas possuem ancestrais em comum, contudo, se modificaram no passar dos milênios para se adaptarem aos diferentes contextos.
III - Correta, pois, como temos fósseis de mesmas espécies em todos esses continentes podemos inferir que esses continentes estavam unidos e, posteriormente, se separaram, dividindo essas espécies em contextos distintos, propiciando essa diferenciação entre elas durante o processo evolutivo.