(AFA - 2012) Considere um recipiente fixo contendo um líquido em repouso no interior de um vagão em movimento retilíneo e uniforme que se desloca para a direita. A superfície de separação entre o líquido e o ar contido no vagão forma um dióptro perfeitamente plano que é atravessado por um raio luminoso monocromático emitido por uma fonte F fixa no teto do vagão, como mostra a figura abaixo. Nessa condição, o ângulo de incidência do raio luminoso é θ1= 60°.
Num determinado momento, o vagão é acelerado horizontalmente para a esquerda com aceleração constante de módulo a = e, nessa nova situação, o ângulo de incidência do raio, neste dióptro plano, passa a ser θ2. Considerando que a aceleração gravitacional no local é constante e possui módulo igual a g, a razão entre os senos dos ângulos de refração dos raios refratados na primeira e na segunda situações, respectivamente, é
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Gabarito:
Primeiramente, um fato importante que devemos saber, é que a superfície de um líquido é perpendicular à força atuante sobre ele.
Então após a aceleração do trem, teremos a seguinte situação:
Para fazermos o cálculo de θ2, vamos calcular a inclinação da aceleração sobre o líquido, que está agora tem o sentido da linha pontilhada.
Agora, podemos calcular o valor de θ2, pois sabemos o ângulo inicial θ1 e o ângulo de inclinação da força resultante exercida sobre o líquido, que é:
Agora para fazer os cálculos dos índices de refração:
Pela lei de Snell-Descartes, o ângulo de refração é proporcional ao índice de refração dos meios e ao ângulo de incidência da seguinte maneira:
Agora vamos aplicar isso ao nosso exercício, o enunciado pede a razão entre o ângulo de refração do primeiro momento com o ângulo de refração do segundo momento, então fazemos:
Como é constante para ambas situações, podemos cortá-las da equação: