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Questão 65

ENEM 2023
Sociologia

(ENEM - 2023)

 

 

Nas reportagens publicadas sobre a inauguração de Museu de Arte de São Paulo, em 1947, quando ele ainda ocupava um edifício na rua Sete de Abril, Lina Bo Bardi não foi mencionada nenhuma vez. A arquiteta era responsável pelo projeto do museu que mudaria para sempre a posição de São Paulo no circuito mundial das artes. Mas não houve nenhum registro disso. O louvor se concentrou em seu marido e parceiro profissional, o respeitado crítico de arte Pietro Maria Bardi. Passados 75 anos, a mulher então ignorada recebeu um Leão de Ouro póstumo, a maior homenagem da Bienal de Arquitetura de Veneza, e tem agora sua história contada em duas biografias de peso, que procuram destrinchar uma carreira marcada pela ousadia e pela contradição.

PORTO, W. Lina Bo Bardi tem sua arquitetura contraditória destrinchada em biografias. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 10 nov. 2021 (adaptado).

 

As transformações pelas quais passaram as sociedades ocidentais e que possibilitaram o reconhecimento recente do trabalho da arquiteta mencionada no texto foram resultado das mobilizações sociais pela

A

equidade de gênero.

B

liberdade de expressão.

C

admissibilidade de voto.

D

igualdade de oportunidade.

E

reciprocidade de tratamento.

Gabarito:

equidade de gênero.



Resolução:

(A) Correta. O comando da questão se refere às mudanças sociais que possibilitaram o reconhecimento do trabalho da arquiteta, portanto, é necessário analisar qual foi a mudança de tratamento dado a ela ao longo do tempo que é descrita no texto. É possível perceber que, a partir do seu reconhecimento póstumo, a sociedade passa a tratar o seu trabalho da mesma forma que tratou, desde o passado, o trabalho de seu marido. Portanto, as mobilizações sociais buscaram a equidade entre os gêneros.

(B) Incorreta. A liberdade de expressão não é o assunto tratado ao longo do texto, apesar de ter sido uma reinvindicação importante no contexto da época. O grande desafio enfrentado pela arquiteta não é a possibilidade de expressar-se, mas sim obter o reconhecimento pelo seu trabalho da mesma forma que um homem.

(C) Incorreta. O sufrágio feminio foi, ao longo de muito tempo, uma pauta das mobilizações sociais feministas, porém, não é a mudança no contexto citado pela questão.

(D) Incorreta. Essa alternativa, apesar de expressar uma mobilização importante dos movimentos feministas, não está relacionada ao texto, tendo em vista que não faltou à arquiteta a oportunidade de realizar o seu trabalho. Na verdade, o seu trabalho foi feito, porém, não houve o reconhecimento igualitário em relação ao seu colega homem.

(E) Incorreta. O texto não aborda a reciprocidade no tratamento pelo fato de que a reciprocidade, nesse caso, não é a pauta das relações entre a arquiteta e o público. Tendo em vista que há um tratamento adequado ao seu colega homem, o texto expõe a desigualdade de tratamento especificamente a ela, que por ser mulher, não foi reconhecida pela sua obra.

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