(ENEM - 2022)
O povo Kambeba é o povo da águas. Os mais velhos costumam contar que o povo nasceu de uma gota-d’água que caiu do céu em uma grande chuva. Nessa gota estavam duas gotículas: o homem e a mulher. “Por essa narrativa e cosmologia indígena de que nós somos o povo das águas é que o rio nos tem fundamental importância”, diz Márcia Wayna Kambeba, mestre em Geografia e escritora. Todos os dias, ela ia com o pai observar o rio. Ia em silêncio e, antes que tomasse para si a palavra, era interrompida. “Ouço o rio”, o pai dizia. Depois de cerca de duas horas a ouvir as águas do Solimões, ela mergulhava. “Confie no rio e aprenda com ele”. “Fui entender mais tarde, com meus estudos e vivências, que meu pai estava me apresentando à sabedoria milenar do rio”.
Rios amazônicos influenciam no agro e em reservatórios do Sudeste. Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 14 out. 2021.
Pelo descrito no texto, o povo Kambeba tem o rio como um(a)
objeto tombado e museográfico.
herança religiosa e sacralizada.
cenário bucólico e paisagístico
riqueza individual e efêmera
patrimônio cultural e afetivo.
Gabarito:
patrimônio cultural e afetivo.
e) Correta. patrimônio cultural e afetivo.
Há uma relação afetiva entre o povo Kambeba e o rio, o que estabelece um vínculo com a cultura popular. Isso reforça a defesa de um patrimônio cultural, já que traz a relação entre a identidade de um povo com o seu território.
a) Incorreta. objeto tombado e museográfico.
O rio não foi tombado e nem é um objeto de museu.
b) Incorreta. herança religiosa e sacralizada.
Não há sacralização do rio.
c) Incorreta. cenário bucólico e paisagístico.
Não há qualquer relação com o texto.
d) Incorreta. riqueza individual e efêmera.
Não é uma riqueza individual, mas coletiva, pertencente a um povo.