(ENEM PPL - 2021)
Agora sei que a minha língua é a língua de sinais. Agora sei também que o português me convém. Eu quero ensinar português para os meus alunos surdos, pois eles precisam dessa língua para ter mais poder de negociação com os ouvintes [G, 2004].
Eu me sinto bilíngue, eu converso com os surdos na minha língua e converso com os ouvintes no português, porque aprendi a falar o português, embora eu tenha voz de surdo, mas as pessoas muitas vezes me entendem. Eu já me acostumei a conversar com os ouvintes no meu português. Se alguns não me entendem, eu escrevo [SZ, 2011].
QUADROS, R. M. Libras. São Paulo: Parábola, 2019.
Considerando os contextos de uso da Libras e da língua portuguesa, o depoimento desses surdos revela que no contato entre essas línguas há uma
situação de complementariedade quanto aos efeitos sociais e interativos.
condução do contrato comunicativo com base nas regras do português falado e escrito.
ameaça à proficiência em Libras provocada por dificuldades de articulação.
preferência pela língua de sinais em decorrência de fatores identitários.
ideia do bilinguismo como fator de distinção econômica dos interlocutores.
Gabarito:
situação de complementariedade quanto aos efeitos sociais e interativos.
Segundo o comando do exercício, estamos procurando, no depoimento, o fator predominante no contanto entra a língua de libras e a língua portuguesa, tendo em vista não só o texto, mas todo o contexto dessas duas linguagens.
O primeiro depoimento traz a ideia do poder de negociação com ouvintes, ao passo que no segundo trabalha-se a ideia do português complementar a língua de libras. Assim, de fato, há uma complementaridade entre as duas. Caracterizando a letra A como gabarito.