(ENEM - 2021)
TEXTO I

HAZOUMÉ, R. Nanawax. Plástico e tecido. Galerie Gagosian, 2009.
Disponível em: www.actuart.org. Acesso em 19 jun. 2019
TEXTO II
As máscaras não foram feitas para serem usadas; elas se concentram apenas nas possibilidades antropomórficas dos recipientes plásticos descartados e, ao mesmo tempo, chamam a atenção para a quantidade de lixo que se acumula em quase todas as cidades ou aldeias africanas.
FARTHING, S. Tudo sobre arte. Rio de Janeiro: Sextante; 2011 (adaptado)
Romualdo Hazoumé costuma dizer que sua obra apenas manda de volta ao oeste o refugo de uma sociedade de consumo cada vez mais invasiva. A obra desse artista africano que vive no Benin denota o (a)
empobrecimento do valor artístico pela combinação de diferentes matérias-primas.
reposicionamento estético de objetos por meio da mudança de função.
convite aos espectadores para interagir e completar obras inacabadas.
militância com temas da ecologia que marcam o continente africano.
realidade precária de suas condições de produção artística.
Gabarito:
reposicionamento estético de objetos por meio da mudança de função.
[A] Incorreta. Não há um empobrecimento do valor artístico, mas o uso de materiais alternativos - o que não diminui seu valor artístico.
[B] Correta. A função primeira dos objetos utilizados (antes de se tornarem lixo) foi ressignificada com finalidade estética, uma vez que se tornaram uma obra de arte.
[C] Incorreta. O Texto II diz que “as máscaras não foram feitas para serem usadas”, de modo que o público tem uma relação contemplativa com as obras.
[D] Incorreta. A obra não tem um papel de militância, mas de ressignificação - o que pode passar por algum nível de questionamento e de crítica, mas não necessariamente há um embate.
[E] Incorreta. O material utilizado foi uma escolha do artista e faz parte de sua estética, e sua escolha não se dá em razão da precarização de sua produção.