(ENEM - 2021)

D'SALETE, M. Cumbe. São Paulo: Veneta, 2018, p. 10-11 (adaptado).
A sequência dos quadrinhos conjuga lirismo e violência ao
sugerir a impossibilidade de manutenção dos afetos.
revelar os corpos marcados pela brutalidade colonial.
representar o abatimento diante da desumanidade vivida.
acentuar a resistência identitária dos povos escravizados.
expor os sujeitos alijados de sua ancestralidade pelo exílio.
Gabarito:
acentuar a resistência identitária dos povos escravizados.
a) INCORRETA, uma vez que há a manutenção dos afetos no texto, isso é evidenciado pelo uso de vocábulos como “tata” e “nana”.
b) INCORRETA, posto que, mesmo que os quadrinhos demonstram a brutalidade da violência que está refletida no corpo das personagens escravizadas, essa aspecto não está conjugando o lirismo, como pede o enunciado, mas somente a violência.
c) INCORRETA, dado que não é possível perceber um abatimento na história.
d) CORRETA, visto que os personagens dos demonstram de duas formas que eles estão resistindo à escravidão: a primeira é através do seus próprios corpos (com as marcas de violência ressaltadas na pele) e a segunda é através da manutenção da tradição (ao contar, com lirismo, a história de "Calunga, o mar que não se acaba" e uma bebida chamada "Nsanga" que pode ajudar a enfrentar o "Calunga").
e) INCORRETA, pois não há um alijamento, algo indicado pelo uso corrente de vocabulários relacionados diretamente à ancestralidade.