(ENEM - 2021)
Que tal transformar a internet em palco para a dança?

O coreógrado e bailarino Didier Mulleras se destaca como um dos criadores que descobriram a dança de outro ponto de vista. Mini@tures é uma experiência emblemática entre movimento, computador, internet e vídeo. Com os recursos da computação gráfica, a dança das miniaturas pode caber na palma da mão. Pelo fato de usar a internet como palco, o processo de criação das miniaturas de dança levou em consideração os limites de tempo de download e o tamanho de arquivo, para que um número maior de "espectadores" pudesse assistir. A graça das miniaturas está justamente na contaminação entre mídias: corpo/dança/computação gráfica/internet. De fato, é a rede que faz a maior diferença nesse grupo. Mini@tures explora uma nova dimensão que descobre o espaço-tempo da web e conquista um novo território para a dança contemporânea. A qualquer hora, dança on-line.
SPANGHERO. M. A dança dos encéfalos acesos. São Paulo. Itaú Cultural, 2003. (adaptado)
Considerado o primeiro projeto de dança contemporânea concebido para a rede, esse trabalho é apresentado como inovador por
adotar uma perspectiva conceitual como contraposição à tradição de grandes espetáculos.
criar novas formas de financiamento ao utilizar a internet para divulgação das apresentações
privilegiar movimentos geradors por computação gráfica, com a substituição do palco pela tela.
produzir uma arte multimodal, com intuito de ampliar as possibilidades de expressão estética
redefinir a extensão e o propósito do espetáculo para adaptá-lo ao perfil de diferentes usuários.
Gabarito:
produzir uma arte multimodal, com intuito de ampliar as possibilidades de expressão estética
a) INCORRETA, pois a adoção de uma perspectiva conceitual não é algo realmente inovador, isso já é feito na arte ao longo do tempo.
b) INCORRETA, visto que não há menção no texto sobre formas de financiamento.
c) INCORRETA, dado que os movimentos não são gerados por computação gráfica, eles são feitos por pessoas e editados por computação gráfica, mas não totalmente feitos assim.
d) CORRETA, posto que a imagem e o texto falam de somente uma arte: a dança. O intuito do projeto, no entanto, é demonstrar como essa arte pode se disseminar em diversos espaços comunicativos, ou seja, o multimodalismo. A dança, dessa forma, se amplia e passa a ter diferentes possibilidades de ocorrência e de expressão.
e) INCORRETA, já que realmente visa redefinir a extensão do espetáculo para adaptar-se aos diferentes usuários. No entanto, o mesmo não pode ser dito em relação ao propósito, que permanece o mesmo: ensinar o público a dançar diferentes modalidades da dança.