(ENEM - 2021)
Reaprender a ler notícias
Não dá mais para ler um jornal, revista ou assistir a um telejornal da mesma forma que fazíamos até o surgimento da rede mundial de computadores. O Observatório da Imprensa antecipou isso lá nos idos de 1996 quando cunhou o slogan "Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito". De fato, hoje já não basta mais ler o que está escrito ou falado para estar bem informado. É preciso conhecer as entrelinhas e saber que não há objetividade e nem isenção absolutas, porque cada ser humano vê o mundo de uma forma diferente. Ter um pé atrás passou a ser a regra básica número um de quem passa os olhos po uma primeira página, capa de revista ou chamadas de um noticiário na TV.
Há uma diferença importante entre desconfiar de tudo e procurar ver o maior número possível de lados de um mesmo fato, dado ou evento. Apenas desconfiar não resolve porque se trata de uma atitude passiva. É claro, tudo começa com a dúvida, mas a partir dela é necessário ser proativo, ou seja, investigar, estudar, procurar os elementos ocultos que sempre existem numa notícia. No começo é um esforço solitário que pode se tornar coletivo à medida que mais pessoas descobrem sua vulnerabilidade informativa.
Disponível em: www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em 30 set. 2015 (adaptado).
No texto, os argumentos apresentados permitem inferir que o objetivo do autor é convencer os leitores a
buscarem fontes de informação comprometidas com a verdade.
privilegiarem notícias veiculadas em jornais de grande circulação.
adotarem uma postura crítica em relação às informações recebidas.
questionarem a prática jornalística anterior ao surgimento da internet.
valorizarem reportagens redigidas com imparcialidade diante dos fatos.
Gabarito:
adotarem uma postura crítica em relação às informações recebidas.
a) INCORRETA, pois o texto evidencia que não existem fontes totalmente comprometidas com a verdade dado que a verdade imparcial é algo refutado no trecho “É preciso conhecer as entrelinhas e saber que não há objetividade e nem isenção absolutas”.
b) INCORRETA, visto que não há menção de jornais de grande circulação no texto.
c) CORRETA, posto que no último parágrafo do texto, onde é dito que “tudo começa com a dúvida” fica evidente o enfoque em uma postura crítica que deve ser adotada pelos leitores.
d) INCORRETA, dado que não há um questionamento real sobre a prática jornalística de antes do surgimento da internet, o texto apenas comenta sobre essa prática que vem após a internet.
e) INCORRETA, considerando que o texto reitera que não é possível ser totalmente imparcial, sempre há parcialidade, querendo ou não.