(ENEM PPL - 2020)
No início do século XVI, as relíquias continuavam protegendo edifícios e cidades, promovendo curas milagrosas, sendo levadas em solenes procissões pelas ruas, sacralizando altares de igrejas por toda a Europa, em uma notável continuidade em relação ao papel que haviam desempenhado havia mais de mil anos no continente. Mas, em meados daquele século, essa situação tinha se transformado. O culto às relíquias foi fortemente repudiado pelos reformadores protestantes, que pregavam uma igreja invisível.
CYMBALISTA, R. Relíquias sagradas e a construção do território cristão na Idade Moderna. Anais do Museu Paulista, n. 2, jul.-dez. 2006.
A nova abordagem sobre a prática indicada no texto fundamentava-se no(a)
abandono de objetos mediadores.
instituição do ascetismo monástico.
desprezo do proselitismo religioso.
revalorização dos ritos sacramentais.
consagração de preceitos populares.
Gabarito:
abandono de objetos mediadores.
a) abandono de objetos mediadores.
Correta. Essas ‘’relíquias’’ eram considerados como objetos sagrados, que podem operar milagres e proteger cidade. Essa ideia era como se esses objetos tivessem uma força neles, e, nesse sentido, os reformadores pregam a ideia de uma Igreja no qual você não tem esse tipo de ‘’intermediário’’ entre o homem e Deus.
b) instituição do ascetismo monástico.
Incorreto. O asceticismo é uma filosofia de vida na qual se realizam certas práticas visando ao desenvolvimento espiritual, portanto, não está ligada com a ideia do texto.
c) desprezo do proselitismo religioso.
Incorreto. O proselitismo religioso está ligado a convencer outras pessoas a seguirem as suas práticas religiosas. Nesse sentido, essa questão não faz alusão ao desprezo. Na verdade, os reformistas faziam uma crítica a venda de indulgências e outras posturas da Igreja, portanto, essa afirmativa não tem ligação com a ideia do texto.
d) revalorização dos ritos sacramentais.
Incorreto. Não há revalorização, os reformadores estão questionando esses ritos.
e) consagração de preceitos populares.
Incorreto. Não há consagração de preceitos populares.