(ENEM PPL - 2020)
Há outras razões fortes para promover a participação da população em eleições. Grande parte dela, particularmente os mais pobres, esteve sempre alijada do processo eleitoral no Brasil, não somente nos períodos ditatoriais, mas também nos democráticos. Na eleição de 1933, por exemplo, apenas 3,3% da população do país votaram. Em 1945, com a volta da democracia, foram parcos 13,4%. Em 1962, só 20% dos brasileiros foram às urnas.
KERCHE, F.; FERES JR., J. Um nobre dever. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 109, out. 2014.
O baixo índice de participação popular em eleições nos períodos mencionados ocorria em função da
adoção do voto facultativo.
exclusão do sufrágio feminino
interdição das pessoas analfabetas.
exigência da comprovação de renda.
influência dos interesses das oligarquias.
Gabarito:
interdição das pessoas analfabetas.
a) adoção do voto facultativo.
Incorreto. O voto no Brasil tem sido obrigatório desde a Constituição de 1946.
b) exclusão do sufrágio feminino
Incorreto. A partir de 1933, as mulheres foram inclusas no direito de votar
c) interdição das pessoas analfabetas.
Correta. Os analfabetos, que eram a maioria da população, e, em muitas vezes os mais pobres, não puderam votar até o ano de 1985. As políticas educacionais até então não previam a universalização da educação e, as condições de acesso e permanência na escola só começaram a ser atendidas a partir da Constituição Federal de 1988.
d) exigência da comprovação de renda.
Incorreto. Isso não foi motivo para o baixo índice de participação popular nas urnas, visto na Proclamação da República, a constituição definiu que todos os homens poderiam votar, independente das condições.
e) influência dos interesses das oligarquias.
Incorreto. Para as oligarquias era interessante que quanto mais pessoas votassem, uma vez que eles conseguiam se manter no poder. Dessa forma, essa afirmativa não está relacionada com o baixo índice de participação popular.