(ENEM - 2020 - PROVA AZUL)
Embora inegáveis os benefícios que ambas as economias têm auferido do intercâmbio comercial, o Brasil ter reiterado seu objetivo de desenvolver com a China uma relação comercial menos assimétrica. Os números revelam com clareza a assimetria. As exportações brasileiras de produtos básicos, especialmente soja, minério de ferro e petróleo, compõem, dependendo do ano, algo entre 75% e 80% da pauta, ao passo que as importações brasileiras consistem, aproximadamente, em 95% de produtos industrializados chineses, que vão desde os mais variados bens de consumo até máquinas e equipamentos de alto valor.
LEÂO, V. C. Prefácio, In: CINTRA, M. A. M.; SILVA FILHO, E. B.; PINTO, E. C. (Org.).
China em transformação: dimensões econômicas e geopolíticas do desenvolvimento.
Rio de Janeiro; Ipea, 2015.
Uma ação estatal de longo prazo capaz de reduzir a assimetria na balança comercial brasileira, conforme exposto no texto, é o(a)
expansão do setor extrativista.
incremento da atividade agrícola.
diversificação da matriz energética.
fortalecimento da pesquisa científica.
monitoramento do fluxo alfandegário.
Gabarito:
fortalecimento da pesquisa científica.
a) Incorreta, pois, o setor extrativista está inserido em produtos básicos, assim, não resolve o problema da balança comercial brasileira.
b) Incorreta, pois, o setor agrícola está inserido em produtos básicos, por isso, não resolve o problema da balança comercial expresso pela questão.
c) Incorreta, pois, a matriz energética não se relaciona à balança comercial.
d) Correta, pois, com o fortalecimento da pesquisa científica permitiria a produção, no Brasil, de produtos com maior valor agregado, assim como os produtos vendidos a nós pela China, diminuindo a disparidade, citada pela questão, da balança comercial.
e) Incorreta, pois, o monitoramento do fluxo alfandegário apenas impede contrabando e tráfico, não tendo influência direta à balança comercial.