(ENEM - 2020 - PROVA AZUL)
As estatísticas mais recentes do Brasil rural revelam um paradoxo que interessa a toda sociedade: o emprego de natureza agrícola definha em praticamente todo o país, mas a população residente no campo voltou a crescer, ou pelo menos parou de cair. Esses sinais trocados sugerem que a dinâmica agrícola, embora fundamental, já não determina sozinha os rumos da demografia no campo. Esse novo cenário é explicado em parte pelo incremento do emprego não agrícola no campo. Ao mesmo tempo, aumentou a massa de desempregados, inativos e aposentados que mantém residência rural.
SILVA, J. G. Velhos e novos mitos do rural brasileiro. Estudos Avançados. n. 43. dez, 2001.
Sobre o espaço brasileiro, o texto apresenta argumentos que refletem a
heterogeneidade do modo de vida agrário.
redução do fluxo populacional nas cidades.
correlação entre força de trabalho e migração sazonal.
indissociabilidade entre local de moradia e acesso à renda.
desregulamentação das propriedades nas zonas de fronteira.
Gabarito:
heterogeneidade do modo de vida agrário.
a) Correta, pois, o texto fala, justamente, sobre a diferença entre modos de vida rurais que fazem com que a demografia agrária se estabilize, mesmo com um número menor de empregos de natureza agrícola.
b) Incorreta, pois, não houve tal diminuição do fluxo, já que no texto, é citado apenas, que a população residente no campo se manteve estável.
c) Incorreta, pois, a migração sazonal não foi citada, além disso, provavelmente, a mesma diminuiu, já que houve a diminuição de empregos de natureza agrícola.
d) Incorreta, pois, além de não ser citada essa relação, nos não podemos desassociar o local de moradia da renda, devido à influência que a renda tem sobre a qualidade e localidade da moradia.
e) Incorreta, pois, além de não ser citado tais zonas fronteiriças, não podemos desregulamentá-las por motivos relacionados à segurança nacional e à ecologia.