(ENEM 2019)
A maior parte das agressões e manifestações discriminatórias contra as religiões de matrizes africanas ocorrem em locais públicos (57%). É na rua, na via pública, que tiveram lugar mais de 2/3 das agressões, geralmente em locais próximos às casas de culto dessas religiões. O transporte público também é apontado como um local em que os adeptos das religiões de matrizes africanas são discriminados, geralmente quando se encontram para- mentados por conta dos preceitos religiosos.
REGO,L. F.; FONSECA, D. P.R.; GIACOMINI, S. M. Cartografia social de terreiros no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2014.
As práticas descritas no texto são incompatíveis com a dinâmica de uma sociedade laica e democrática porque
asseguram as expressões multiculturais.
promovem a diversidade de etnias.
falseiam os dogmas teológicos.
estimulam os rituais sincréticos.
restringem a liberdade de credo.
Gabarito:
restringem a liberdade de credo.
E: O texto fala sobre a intolerância religiosa no Brasil: afirma que a maior parte das agressões ocorrem em locais públicos, quando os adeptos de religiões de matrizes africanas se encontram rodeados pelas normas religiosas cuja prática é indicada, considerada "melhor" (como, por exemplo, a religião católica). As práticas descritas, que constituem discriminação religiosa, ferem a liberdade de credo dos indivíduos e são incompatíveis com uma sociedade laica e democrática, que não deveria impôr uma religião ou um modo de vida aos seus membros.
A: As práticas descritas são uma forma de opressão às expressões multiculturais.
B: As práticas descritas não promovem a diversidade de etnias, pelo contrário, são fruto do etnocentrismo.
C e D: Não falseiam dogmas teológicos ou estimulam rituais sincréticos.