(ENEM PPL - 2019)
O conhecimento é sempre aproximado, falível e, por isso mesmo, suscetível de contínuas correções. Uma justificação pode parecer boa, num certo momento, até aparecer um conhecimento melhor. O que define a ciência não será então a ilusória obtenção de verdades definitivas. Ela será antes definível pela prevalência da utilização, por parte dos seus praticantes, de instrumentalidades que o campo científico forjou e tornou disponíveis. Ou seja, cada progressão no conhecimento que mostre o caráter errôneo ou insuficiente de conhecimentos anteriores não remete estes últimos para as trevas exteriores da não ciência, mas apenas para o estágio de conhecimentos científicos historicamente ultrapassados.
ALMEIDA, J. F. Velhos e novos aspectos da epistemologia das ciências sociais. Sociologia: problemas e práticas, n. 55, 2007 (adaptado).
O texto desmistifica uma visão do senso comum segundo a qual a ciência consiste no(a)
conjunto de teorias imutáveis.
consenso de áreas diferentes.
coexistência de teses antagônicas.
avanço das pesquisas interdisciplinares.
preeminência dos saberes empíricos.
Gabarito:
conjunto de teorias imutáveis.
a) conjunto de teorias imutáveis.
Correta. O seguinte trecho ilustra tal compreensão: "O que define a ciência não será então a ilusória obtenção de verdades definitivas".
b) consenso de áreas diferentes.
Incorreta. Tal aspecto não figura sob o texto em questão como crença característica do senso comum.
c) coexistência de teses antagônicas.
Incorreta. Sob o senso comum, tal aspecto não representa uma forma de alcançar o conhecimento.
d) avanço das pesquisas interdisciplinares.
Incorreta. Tal aspecto não figura sob o texto em questão como crença característica do senso comum.
e) preeminência dos saberes empíricos.
Incorreta. O texto em questão ilustra o modo como tais metodologias podem ser voláteis. Dessa forma, mesmo o saber empírico tendo sido em uma certa época considerado a forma mais eficaz de se alcançar o conhecimento, tal aspecto é condicionado à variações com o tempo.